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Amigo
(Célia Lamounier de Araújo)


Amigo... meu confidente amigo...
não quero nunca no teu coração
ser uma sombra ou uma culpa.
Quero somente a sobra de teu pão!

Quero te falar e ouvir a tua voz
quando a tua vida, qual nuvem branca,
pairar no azul do céu tão infinito...
E a minha voz se abrandará!

Quero te estender a minha mão
quando a tua vida for qual um navio
deslizando leve sobre um mar de rosas...
E a minha mão se perfumará!

Quero ser talvez um poço fundo
onde poderás, em raros dias tristes,
deixar cair com alívio qualquer mágoa
que se transformará em flor ao ressurgir.

Quero, amigo, poder dar-te enfim
algumas horas desta minha lida
para que te sejam úteis...
E a minha vida nova renascerá!