ENSAIO - NUNCA MAIS A GUERRA
coordenado por Célia Lamounier - AVBL

      1- Rosa de Hiroshima
      Vinicius de Morais

      Pensem nas crianças
      Mudas telepáticas
      Pensem nas meninas
      Cegas inexatas
      Pensem nas mulheres
      Rotas alteradas
      Pensem nas feridas
      Como rosas cálidas
      Mas, oh, não se esqueçam
      Da rosa da rosa
      Da rosa de Hiroshima
      A rosa hereditária
      A rosa radioativa
      Estúpida e inválida
      A rosa com cirrose
      A anti-rosa atômica
      Sem cor sem perfume
      Sem rosa sem nada.



2- Nunca mais a guerra
José Ferreira Marques  
 
A rosa transformou-se em cogumelo
E fez sua colheita infamante!
A história registrou sem paralelo
O homem em sua hora revoltante!
 
O forno atirou bem alto o cheiro
Da carne do irmão sacrificado!
Jamais tivemos outro carniceiro
Buscando ver um povo eliminado!
 
O gelo das estepes consumiu
O povo que devia governar!
Promessa de igualdade se traiu
Sujeito ao maldito avatar!
 
O que há de humano no humano?
E onde está o dom que Deus doou?
Por que só encontramos desengano
Na Sua imagem com que nos criou?
 
Ainda é tempo para refletir
E merecer o dom que ela encerra
Busquemos aos irmãos nos reunir
Dizer orando: NUNCA MAIS A GUERRA!

Zeferro   ICQ#: 138261811



3 -  NUNCA MAIS A GUERRA
Simone Barbariz

Aind'o cheiro de sangue posso sentir
Impregnand'o ar com'um doc'e vil perfume
Expelindo-se dos corpos como cerume
Rios de líquido mui vermelh'a fluir

Vidas despedaçadas, partidas - partir
Penosa caminhad'em direção ao cume
Do céu dos inocentes, dond'arma não fume
E dond'os urubus não poderão sorrir

Fome, morte, penúrias... Vidas vazias
Esvaziadas na miséria humana
Ond'inocência de crianças jazia

Frent'às atrocidades mortais, tão mundanas
Que no peito pacífico muito doía
Nas lágrimas dos órfãos – Oh! Guerra profana!



4 - Nunca mais à guerra
OlgaMatos  RS

Sim, meu amor , houve guerra !
Quisera  apagar essa vergonha,
esse monstro mordaz, hediondo
que quase acabou com nossa Terra!
Não há mais guerra. Agradeça, 
à inocência que ora te veste ,
os tenros frutos que te oferecem,
e à Paz por não conhece-las.
Ah! Quisera, à sombra da figueira,
nas costumeiras festas a meu neto,
que esse conto  fosse verdadeiro
Convido a todos , nesses meus versos,
para que fiem em favor da Paz .
Protestem , digam NUNCA MAIS À GUERRA!



5 - NUNCA MAIS A GUERRA
Marilene

Na folha do jornal antigo
O retrato desbotado da menina nua
É o grito queimado na garganta
De todos os homens de boa vontade
Que nunca mais querem ver
No horizonte pintado com cinzas
O desenho do cogumelo venenoso

É a dor da indefesa criatura viva
Correndo dos mandos e desmandos
De todos os homens de má vontade
Que querem a guerra para disfarçar
A febre egoísta do poder econômico

É o coração vestido de luto triste 
De todos os homens de caráter
Batendo cada vez com mais vigor
O único e uníssono ritmo de:
Guerra nunca mais, guerra nunca mais...



6 - Rosas x rosas
MariaInêSimões

O ontem partiu deixando cheiros
de rosa no ar, rosa de marcas
em marchas
e cheiros de rosas
sem petálas e formas
O ontem partiu deixando perfumes atômicos
seres perfeitos profanados
em templos e tempos
vidas perdidas
sem cores em sofrimentos
O ontem partiu em buquê de rosas sofridas
deixando jardim em mar de feridas
O ontem partiu suas Rosas
e partiram Rosas x rosas
cujos perfumes eternos
são discipados
nos ares
de hoje e ainda que exista
um amanhã
partirá
levando
este futuro incerto



7 - A n s e i o
Marisa Cajado

Ah! meu Deus quando eu puder
Despertar ouvindo Tua melodia
E ao nascer do sol eu estiver
Integrada em Tua harmonia.

Sem ler as manchetes dos jornais
Nem ver quadros terríveis de violência
Sentir os homens, nas formas naturais
Despojados do orgulho e prepotência.

Seguindo o rumo certo da evolução
Desarmados, na certeza do futuro
Quando a Terra for  Porto seguro
Uma mão, puxando outra mão.

Não escutar tanto choro, tantos ais
A paz der ordem de comando
Os povos reunidos entoando
A sinfonia "Guerra nunca mais"

AH!  Deus meu, serei feliz demais!!!



8 - P E R I G O  
Lucelena Maia

A guerra em sua crueldade
Faz vítimas, sob maldade vã,
Limpar o mundo em combate
Deseja "Bush" contra "Saddam".
Mas, quem é de verdade inimigo,
Se a tolerância em ambos não existe,
Com receio o mundo inteiro assiste
Dois homens armados de poder e perigo.
Povos de mãos dadas; manifestação
Grande união de pessoas desarmadas
Pedindo paz, contra a radicalização
Lembrando; "combate não leva a nada".
Para quem deseja de fato união,
E um mundo aliado no respeito
Busque entendimento, bata no peito;
"Não" para guerra, miséria e destruição.
Guerra trás sofrimento, humilhação
Peca pela cruel mortalidade voraz
Sugestiona o mundo a devastação
E acaba com a liberdade e a paz.
Paz, repetidas vezes solicitada
Por povos de diferentes nações
É um manifesto, deve ser acatado
No argumento, na tolerância, sem ação
 25/02/2003 
www.lucelena.maia.nom.br



9 - NUNCA MAIS A GUERRA
Célia Lamounier 
 
Na amplidão do cosmo
tese do equilíbrio
tudo no lugar...
E Deus fez a terra!
 
Criou mandamentos
e aos homens deixou:
amar uns aos outros
Eu não quero a guerra!
 
Aos homens que erraram
Deus logo avisou:
do Juízo final
não salvo quem erra!
 
Terra e natureza
flores, água e céu
glória e paz a todos
unidos na terra!
 
Assim ordenado
os homens eleitos
seguindo a razão:
nunca fazem guerra...

www.celialamounier.hpg.com.br



10 - La paz vestida de negro
 Cristina Pires - Suécia

Sí, hoy escribo contra la guerra,
Contra el terror de las palabras,
 Escondido em bellas métaforas.

Sí, hoy escribiré sobre el terror,
Que inunda los ojos de los niños,
Rellenos de temor.

 Sí, hoy lloraré con ellas,
 Madres de los muertos de mañana,
Que no véran más las estrellas.

 Sí, hoy escribiré un poema, dos o diez
Diré à los guerrilleros de la Paz
   Que la muerte duerme à sus pies

 Sí, hoy escribiré una cancíon
Que haga llorar el mundo
Pozos de lágrimas de una nacíon

solamente hoy
Cantaré de negro, color del oro
  Nada más canto. Y me voy.



11 - Mini Poema   
Clevane Pessoa de Araújo Lopes 
 
O POETA
PROVOU O POMO DA PAZ
-E SENTIU GOSTO DE SANGUE
AO PROVAR A POLPA...
 
PINTOU UM POEMA:
POR QUE PARTEM PARA A GUERRA
QUANDO QUEREM PROMOVER
UMA PRETENSA PAZ?...



12 - "A justiça se defende com
a razão e não com armas.
Não se perde nada com a PAZ!
 Mas se pode perder tudo com a guerra."
                         Papa  João  XXIII



R o s a  d e   H i r o s h i m a
Vinicius de Morais

      Pensem nas crianças
      Mudas telepáticas
      Pensem nas meninas
      Cegas inexatas
      Pensem nas mulheres
      Rotas alteradas
      Pensem nas feridas
      Como rosas cálidas
      Mas, oh, não se esqueçam
      Da rosa da rosa
      Da rosa de Hiroshima
      A rosa hereditária
      A rosa radioativa
      Estúpida e inválida
      A rosa com cirrose
      A anti-rosa atômica
      Sem cor sem perfume
      Sem rosa sem nada.

NUNCA MAIS A GUERRA...  

      * * * * AVBL março/2003* * *