ODE A TAMANDUÁ - 1
(Célia Lamounier de Araújo)


Venho cantar-te, oh! cidade
venho feliz de verdade
exaltar a tua idade.

Raramente alguém completa
duzentos anos discreta
sem acordar um poeta

E assim sendo, eis-me aqui
năo saio mesmo daqui
sem fazer o teu croqui:

Natureza verde-densa
de presente terra imensa
celebrada pela imprensa

Nasceu a vila em bom ano
sob a lei do lusitano
lutando por novo plano

Cresceu e foi a princesa
do Oeste de Minas presa
de bens, cultura e beleza

Muitos filhos de valor
político e orador
doutor, cantor, professor

De tudo a vila fazia
plantava e tudo crescia
majestosa igreja erguia

Índio cataguá passou
Capităo-mór perdoou
Nosso reinado ficou

Junto ŕ vila seus distritos
foram crescendo e aos gritos
formaram outros benditos

Tamanduá pequenina,
duzentos anos, menina!
Das rosas, urbe divina

Teu solo é ninho amoroso
teu verde é manto cheiroso
teu povo, o mais carinhoso...


Abraço Tamanduá.