ODE A TAMANDUÁ – 2
(Célia Lamounier de Araújo)



As musas evoco
os deuses conclamo
Polímnia invoco
a cantar quem amo
é Tamanduá.

Oh! montes erguidos
seus olhos olhar
săo sete sofridos
pontos a fechar
um Tamanduá.

Capoeira, Calado
Pedra Grande, Andreza
Cachorro, Água Santa
Candonga, que beleza
de Tamanduá.

Riacho Vermelho
o dia já vem
um índio no espelho
cataguá também
no Tamanduá.

Senhor Bom Jesus,
Săo bento, guardai
nas matas sem luz
os filhos amai
por Tamanduá.

Oh! grandes senhores
nas bicas beber
na terra das flores
queremos crescer
com Tamanduá.

Há pedras de ouro
granitos, grafite
na bolsa de couro
daquele que habita
em Tamanduá.

Năo sinto sentida
passar a maldade
de ver refletida
tamanha saudade
de Tamanduá.

E que um outro nome
Itapecerica...
o velho lhe tome
fazendo mais rica
a Tamanduá

Aceito risonha
somando nas pedras
que o tempo componha
a história que engendras
BiTamanduá...