ODE A TAMANDUÁ – 3
(Célia Lamounier de Araújo)


Dorme a floresta intocada e verde
Em pleno sertão, Minas Gerais

Tempos dos índios e bandeirantes
Audazes, fortes, aventureiros
Muitos buscando na natureza
Achar as pedras e tal riqueza
Não encontrada faz caminhar...
De Casa da Casca, a região
Unida cresce, famosa é Vila
Assim enfrenta a luta renhida

atende aos filhos, sorri florida.

Inda se contam casos e lendas
Tertúlias, festas, sarau, teatro
Afronta ordens criando escola
Permite ao padre seus filhos ter
Em sendo honesto, cá nesta terra,
Com a companheira, vive na serra
E entram na história jornais, poeta
Reluz o ouro, repica o sino
Irrompe a orquestra na procissão
Com tudo isso, velha e lendária
Anda em retratos, bicentenária.


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