Não... eu não posso, Cecília,
quebrar o meu corpo...
o meu corpo não é um fardo.


Nem posso quedar-me
silenciosa, sem pensar
porque, infinito...
o momento é de cantar.


Se me acabo todo dia
todo dia vou renascer
e cantar a música do amor
a música da verdade
paz e alegria
porque eu não sou
mas fui, sou e serei
pelo meu corpo e voz
pelo meu sorriso e presença

Como os outros foram
pelo que fizeram
e nos deixaram.

(Célia Lamounier de Araújo)

*****