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 Eles não sabem de gente.

Vanderley Caixe  -  em Carta O Berro

 

 

Eles não sabem de gente, da humana pessoa,

Eles não possuem alma/sentimentos, coisas simples,

humanas, de humanas pessoas.

Eles não sabem de crianças, velhos, mulheres e homens,

de gente humana, humanas pessoas.

 

Eles sabem da produção, do lucro e das riquezas,

produzida por pessoas.

Eles sabem da força e do poder,

sobre as pessoas.

Eles sabem das cores verde como o Dolar,

coloridas como o Euro.

Eles sabem do dinheiro, da força e do poder.

 

Eles não são humanos, são parasitas.

Eles são peças dirigentes da engrenagem,

Eles são os comandos da rapinagem.

São os donos do sistema chamado Capitalista.

 

O que importa a eles se centenas e milhares de pessoas são destroçadas,

O que importa se suas bombas arrasam civilizações,

mutilam seres humanos, humanas pessoas,

iraquianas, palestinas, chechenas,

ou sua própria gente russa numa escola, onde se fazia aprender.

"Mamãe, fui aprender a morrer."

 

Sonho a iraquiana que está em seu país,

chupando a bomba invasora norte-americana,

sob os escombros putrefatos ao seu naríz.

 

Percebo o supremo gesto da vida sacrificada,

no terror.

Percebo o último instânte do corpo bomba explodir ,

um resto de desespero contra o assassino invasor,

da rapinagem do lucro, do alimento do capital.

 

Percebo aquele corpo que vira arma,

a arma desesperada do desespero,

a arma do invadido,

a arma dos que têm seus filhos destroçados,

-o desespero ante a poderosa força e o poder dos B-52,

dos "soldados que cumprem ordens",

-ordens daqueles que apenas sabem do dinheiro, da força e do poder.

 

Sabe!

Às vezes me sinto idiota ou maluco,

paranóico ou psicopata,

talvez queiram nos insensibilizar daquele que mata.

Todos os dias vejo as teorias que tentam justificar,

mortes, genocídios, destruição em massa.

Justificam nos discursos pela televisão e jornais,

nas Cortes e nos Fóruns internacionais,

Justificam os corpos em pedaços,

as cinzas de outrora gente.

Gente, agora, estilhaços.

 

Os olhos covardes embotam meu espírito e,

em lágrimas me chamam de covarde.

 

Vejo o governo norte-americano, me recordo da leitura do

pretenso terceiro Reich. Um histórico assassino.

Hoje, juntos, judeus nazistas ocupando terras sob o genocídio palestino.

Hoje, juntos, o F..da Putin.

 

Perdoe-me Deus, perdoe-me Alá.

Sou gente, não sou covarde.

Não importa o que a "liberdade" de imprensa deles diga.

Minha voz estará lá.

Meu pensamento estará lá.

Minha luta ficará.

 

vanderleycaixe

05.09.04 "..vivemos num tempo sombrio.."

"..a primavera vai chegar..."